Tiroteio em escola dos EUA deixa dois feridos e atirador morto

O tiroteio registrado na manhã desta terça-feira (20) em um colégio do Ensino Médio em Maryland, a pouco mais de uma hora de Washington, deixou duas pessoas feridas, enquanto o atirador faleceu.

Segundo o xerife do condado de St. Mary, Tim Cameron, três feridos, entre eles o próprio atirador, foram levados em estado grave para um hospital da região.

Pouco depois, o xerife informou a morte do agressor, que não resistiu aos ferimentos.

“Um único atirador abriu fogo contra uma mulher logo no início das aulas esta manhã”, informou Tim Cameron, indicando que o agressor confrontou logo em seguida um agente de segurança da escola.

Cameron disse que a estudante atacada se encontrava em estado crítico. O outro ferido “está em estado crítico, mas estável”.

Desde o início do incidente, o colégio foi colocado em confinamento, um exercício comum treinado em todas as escolas dos Estados Unidos, onde os tiroteios são comuns, informa o MSN.

Imagens aéreas exibidas por emissoras de televisão mostraram vários automóveis da polícia em todos os acessos do complexo educacional, que tem 1.600 alunos, com idades entre 14 e 18 anos.

Os alunos foram levados de ônibus para um outro estabelecimento escolar para serem recuperados pelos pais.

Um estudante do colégio, identificado como Jonathan Freese, disse por telefone à CNN que “tudo aconteceu muito rápido, pouco depois do início das aulas”.

“A polícia chegou e respondeu rapidamente. Muitos agentes chegaram, e a polícia está percorrendo as salas de aula”, completou.

Agentes da Divisão de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF, na sigla em inglês) foram mobilizados para ajudar na investigação.

O incidente desta terça-feira acontece cinco semanas depois que um jovem de 19 anos, armado com um rifle semiautomático, invadiu um colégio de Parkland, na Flórida. A ação provocou as mortes de 14 estudantes e três adultos.

Este massacre provocou uma grande onda de indignação nos Estados Unidos contra as leis que permitem o acesso facilitado a armas de grande calibre.

Estudantes de todo país pretendem organizar uma manifestação em 24 de março para exigir a aprovação de medidas mais rígidas para a compra de armas.

“Estamos aqui por vocês, alunos de Great Mills. Juntos nós podemos impedir que isso se repita”, tuitou Emma Gonzalez, uma das sobreviventes do tiroteio de Parkland e porta-voz do movimento para limitar o acesso às armas de fogo.

O tiroteio no colégio Marjory Stoneman Douglas de Parkland foi o pior em um estabelecimento escolar nos Estados Unidos desde o massacre de Sandy Hook, que deixou 26 mortos no final de 2012.

20/03/2018