Técnico da Inglaterra fala de ‘dias difíceis’ após perda nas semifinais

A derrota para a Croácia na semifinal da Copa do Mundo, na prorrogação, vai ficar um bom tempo na cabeça da seleção da Inglaterra. Mas o desânimo precisa ser deixado de lado rapidamente, porque neste sábado há o confronto contra a Bélgica, em São Petersburgo, que define o terceiro colocado no Mundial.

Em entrevista coletiva, o técnico Gareth Southgate admitiu que “foram dias difíceis emocionalmente” após a semifinal contra a Croácia, confirmou que haverá mudanças contra a Bélgica e revelou um desejo de dar o troco pela derrota sofrida ainda na fase de grupos, informa o Ge.

– Nós ainda não fechamos o time, isso só ficará claro no sábado. Todo mundo quer jogar, todos treinaram. Mas nem é sempre uma boa decisão jogar, sem a energia correta. Temos que ver quem vai entregar a melhor performance. Não vai ser o mesmo time que começou antes, mas queremos fazer o mínimo de mudanças possíveis. Uma ou duas lesões, uma ou duas necessidades. Vamos ver. Estamos muito motivados para ter uma grande performance e conquistar uma medalha, algo que só outro time da Inglaterra conquistou na história. A Bélgica ganhou de nós antes, na fase de grupos, então queremos também devolver isso.

Três titulares estão mais propensos a serem substituídos para esse jogo contra a Bélgica. O ala-direito Kieran Trippier está com dores na virilha. Em seu lugar deve entrar Trent Alexander-Arnold. O zagueiro Kyle Walker e o volante Jordan Henderson estão com desgaste muscular e podem ser poupados. Gary Cahill e Eric Dier são as opções mais prováveis.

Gareth Southgate disse não saber até onde vai o potencial desta geração da Inglaterra, que alcançou uma semifinal de Copa do Mundo depois de 28 anos, mesmo com um grupo muito jovem e inexperiente. Apesar da qualidade individual da Bélgica e derrota por 1 a 0 na fase de grupos, o treinador ressaltou que não tem medo de qualquer adversário na Copa.

– Não tenho medo de nada, nem do Lobo Mau. Queremos melhorar a cada jogo, a cada torneio. As expectativas eram baixas, a pressão não era grande, mas mesmo assim ela existia. Para passar de fase, para ganhar nos pênaltis, para chegar na final. Nós subimos as expectativas e não vejo problema nisso. Aumentamos a alegria dos jogadores de defender a Inglaterra. Eles têm agora uma conexão com o país, com a torcida – disse.

A campanha do English Team até as semifinais da Copa do Mundo ficou marcada pela grande festa da torcida na Inglaterra, que, antes desconfiada, abraçou o time e criou um clima de união no país – dividido após a implementação do Brexit.

– O apoio da torcida foi imenso. O país se uniu pelo futebol, e isso talvez seja mais importante do que a nossa performance. Nós representamos todo o país, e o sentimento que temos é de orgulho. Esperamos que esse clima carinhoso continue nos próximos jogos da seleção, depois da Copa do Mundo. Estamos orgulhosos, mas ainda não vencemos – apontou.

13/07/2018